sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Voo de Seattle, EUA à Victória, Canadá

1 hora de voo, 10 horas de preparação. Isso que me custou chegar em Victória, na ilha de Vancouver. Confesso que a preparação me deixou um pouco nervoso. Era meu primeiro voo internacional, e eu era o único tripulante naquele voo. Quanto eu li os regulamentos sobre voo internacional entre Estados Unidos e Canadá, o preço das multas por não ter os documentos corretos a bordo ou por descuido em alguma parte do plano de voo me assustou. São vários destalhes que tive que conferir e re-conferir para poder decolar do Boeing Field com certa segurança. 
Beirando meu limite de horário para poder voar ainda com a luz do dia, decolei às 3 e 30 da tarde (o sol esta se pondo às 16:30). O sol - coisa rara por aqui, nessa época do ano - estava no horizonte iluminando as árvores decoradas de vermelho, amarelo e alaranjado para o outono, que se contrastam com os sempre verdes pinheiros que são marca registrada do "Pacífico Noroeste". No plano de fundo as altas montanhas nevadas também se contrastando com as águas azul escuro do pacífico e as lindas ilhas de San Juan. Voar permite essa dimensão única de apreciação da natureza, mas as vezes sinto que 200 km/h é rápido demais para poder "saborear" o que se ve lá de cima. As vezes giro 360 graus, para confirmar o que estou vendo, mas a vontade mesmo é de parar o tempo, chamar meus amigos, minha família, e quando todos estivessem presentes, "religaria o tempo" para podermos assistir juntos esse espetáculo com a terra se colocando lentamente entre nossa arquibancada e o sol. Minha natureza humana me faz querer possuir esse tipo de beleza e isso se revela na fotografia. Mas claro, ela não é suficiente. 
Atravessei a linha da fronteira sem nenhuma surpresa. Talvez a única diferença tenha sido no sotaque dos controladores que eu mal podia perceber. Com um lindo pouso (desculpa pela falta de modéstia), pousei numa das três pistas que se cruzam do aeroporto internacional de Victoria. Como já disse, fiz o processo de alfândega por telefone e sem nenhum contratempo ou burocracia estava em chãos canadenses. Eu sei que desafios maiores me esperam nos países latinos, mas quando as coisas não fluírem suavemente vou tentar resgatar na memória a beleza de certas paisagens e buscar: "...a  serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e a sabedoria para saber a diferença"

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